Economia Levada a Sério

   

Dinheiro é patrimônio da sociedade e sua criação deveria ser uma decisão democrática. No Brasil e no mundo a competência para emitir dinheiro foi delegada ao Banco Central pelo Congresso Nacional. Autorizado então pelo Congresso Nacional, Banco Central está, desde há muito tempo, sistematicamente criando o quanto ele mesmo decide criar de dinheiro eletrônico novo, sem qualquer orçamento ou auditoria e simplesmente fazendo depósitos na conta de bancos comerciais. De onde sai o dinheiro? Como se trata de um dinheiro eletrônico, e não do dinheiro impresso na Casa da Moeda, ele não existe fisicamente e não sai de lugar nenhum, o que o Banco Central faz é debitar a si próprio e creditar uma conta de nome Reservas dos Bancos Comerciais. Não se usa sequer um papel, é tudo feito nos computadores. Note que o Banco Central não dá o dinheiro para os bancos, ele troca por um Título do Tesouro Nacional. O Título do Tesouro Nacional é igual a um cheque pré-datado que todo mundo usa para comprar uma coisa quando o dinheiro falta. O Título do Tesouro Nacional é uma dívida, no caso uma dívida pública. É para isso que o Governo Federal emite os Títulos do Tesouro Nacional – para fazer dívida e permitir ao Banco Central pagar juros e emitir dinheiro para doar a alguns privilegiados. A proposta da MACROAMBIENTE é que a decisão de se criar dinheiro novo não seja exclusividade do Banco Central e com a única finalidade de pagar juros, mas sim uma decisão democrática e diretamente ligada ao aumento da produção. Cabe ao Congresso Nacional, por meio da Lei do Orçamento Anual, impor ao Banco Central o quanto emitir de dinheiro novo para que o governo possa comprar mais produtos e criar empregos decentes, até que nenhum cidadão esteja desempregado ou sub-empregado.