A Macroambiente

A Macroambiente é uma empresa que começou a ser idealizada por volta de 1980, quando os comandantes da política econômica passaram a pregar que o único problema das pessoas era que elas tinham dinheiro demais e causavam inflação. Em parte, isso se deve ao fato de que até hoje – início de 2018 – a linha de pensamento que se tenta impor como ciência econômica não se pauta por pesquisar, entender e explicar a realidade. O princípio e o fim dessa linha de pensamento é a crença de que estaríamos no melhor dos mundos se não fosse o fato das pessoas cometerem erros. A teoria seria perfeita, as pessoas é que precisariam ser castigadas para aprenderem as regras de bom comportamento econômico. A inflação seria o sintoma mais grave desses erros humanos e, sem chance de defesa das pessoas atingidas, impõe-se a elas o castigo de perder o emprego para que, não tendo renda, elas aprendam a não gastar demais. A formalização da Macroambiente foi viabilizada depois da publicação em 2008 do artigo “Matemática Agradável” na Revista de Economia Política. Finalmente fora superado o preconceito e vencida a resistência dos defensores da linha de pensamento anti-emprego, ficando então registrada a prova que quando o Banco Central é autorizado a emitir dinheiro apenas para ser trocado por produtos do trabalho humano, o valor da produção e a renda da sociedade sempre aumentam mais do que a inevitável elevação dos preços que vai junto com o crescimento econômico. Adicionalmente, ficou registrada também a demonstração matemática de que a política econômica de cego combate à elevação dos preços nada tem de científica – a política monetária é um contra-senso científico. Na seqüência, foi concluído e publicado o livro didático “Economia, Dinheiro e Poder Político”, no qual o ensino da Economia é levado a sério. Nas conclusões desse livro é lembrado que a política econômica de combate à inflação, como qualquer outra, não é a aplicação automática de uma teoria econômica. Ela resulta da mobilização política de um grupo social com o objetivo de obter uma renda permanente para si. Nada a criticar, social e politicamente falando, pois essa mobilização política foi conduzida de acordo com os preceitos legais e os procedimentos políticos geralmente aceitos em um regime democrático. Entretanto, resta um grave problema a ser resolvido pois, cientificamente falando, a política monetária é um contra-senso econômico, dentre outras razões por criar um processo matematicamente infinito e incontrolável de emissão de dinheiro muito acima do crescimento da produção. A autorização dada ao Banco Central para emitir dinheiro de modo irresponsável, posto que sem lastro na produção, certamente contraria a expectativa do grupo social que tomou a iniciativa de criar essa política econômica, reduz o desenvolvimento econômico e desperdiça o patrimônio da sociedade. É preciso que o novo venha, e é nesse cenário que surge a Macroambiente.

Missão: desenvolver e oferecer orientação econômica para as decisões de investimento da empresa produtiva e da sociedade, usando modernas técnicas de economia para assegurar a remuneração de todos os recursos, e atuando de acordo com os princípios constitucionais da ordem econômica nacional, fundada na soberania, na livre iniciativa e na valorização do ser humano como essência e finalidade da produção.

Visão da empresa: ser uma instituição de excelência e referência internacional em pesquisa e ensino da economia aplicada aos negócios e à política econômica, com atuação orientada para o desenvolvimento das pessoas, das empresas e da sociedade.

Objetivo: oferecer serviços e produtos diferenciados na área de economia, com conteúdo inovador e de excelente qualidade, buscando atender a necessidade das empresas e da sociedade de obter rendimentos investindo com segurança e com retorno econômico que leve ao crescimento e ao desenvolvimento social.

Valores: a atuação da Macroambiente está comprometida com a ética na pesquisa e divulgação do trabalho científico, com a orientação do ensino para o desenvolvimento social, a igualdade de oportunidades e o profissionalismo, e com a defesa do patrimônio cultural, econômico e de recursos naturais da sociedade.

Princípios científicos: a idéia fundamental é a milenar lei da oferta e demanda, segundo a qual a demanda acontece primeiro e cabe à oferta ajustar-se à demanda existente. Ninguém e nenhuma sociedade sobrevivem sem demanda para aquilo que sabem produzir. Nada será produzido se não houver quem queira e possa comprar. Nada existirá amanhã se não for demandado hoje. É necessário ocorrer um fato externo à economia para que haja expansão da demanda, do emprego das pessoas e da riqueza da nação. Para que essa expansão aconteça, precisa-se de mais dinheiro para gastar e, como é o poder político o único que pode emitir moeda, é o poder político que comanda a economia. Sendo democrático o poder político, a emissão de dinheiro também pode ser democratizada.

Contraponto: a crítica das empresas, dos trabalhadores e da sociedade à política econômica, à teoria econômica e ao discurso predominante nos livros, nas escolas e nos meios de comunicação é logicamente procedente. Uma das razões para essa crítica é a fixação de um único e equivocado objetivo para a política econômica – o combate à inflação. É também incorreto o método utilizado – a elevação da taxa de juros que incide sobre os títulos da dívida do governo federal. Não se combate a inflação obrigando o governo federal a endividar-se e a gastar com juros, sem provisão orçamentária e sem limites. Não se combate a inflação forçando o governo federal a gastar muito mais do que a sua receita de impostos e permitindo que, para pagar juros, o Banco Central emita dinheiro sem controle e sem fiscalização, como atualmente acontece. A emissão de moeda sem lastro é a principal causa dos muitos problemas pessoais e sociais existentes, dos surtos inflacionários e das freqüentes crises financeiras e econômicas.